Quando vi a sinopse fiquei curiosa para
ler, os sete capítulos seriam sobre a luta da protagonista para refazer sua
vida, imaginei que seria meio tediosa a leitura, sete capítulos tudo se
passando no mesmo dia. Mas quando passou o primeiro capítulo fui me
surpreendendo com a história. A autora Lauren Oliver descreve muito bem e em
nenhum momento a história fica maçante. A autora tem uma linguagem simples e
envolvente. O livro aborda o tema Bullying de forma muito clara e como pode
afetar a vida dos adolescentes, e que nós em alguns momentos podemos até passar
por uma situação assim e não se dar conta das consequências. Em muitos
trechos ela nos faz refletir sobre nossas ações, o fato de acharmos que somos
eternos, que a morte não entra em nosso vocabulário, e nem sempre temos
respostas para tudo, “...Mas para alguns de nós só existe o hoje. E a verdade é
que nunca se sabe.” (p. 205).
O livro Antes que eu vá, conta a história
de Samantha Kingston, popularmente Sam, uma adolescente de classe média,
bonita, cheia de amigos, popular na Escola Thomas Jefferson onde estuda e é
convidada para todas as festas. Mas sexta-feira 12 de fevereiro deveria ser um
dia comum, mas com uma noite chuvosa o destino pregou uma peça em sua vida, ela
e as quatro amigas sofrem um acidente, que mudará para sempre a vida delas. E o
objetivo dela é lutar com todas as forças para tentar mudar o destino e salvar
sua própria vida. A cada capítulo Sam tenta mudar alguma situação que possa
mudar seu destino e vai descobrindo que ela não era tão boa quanto se achava,
que suas amigas não são tão perfeitas e seu namorado não é o homem dos sonhos.
Algumas vezes ela se pergunta se era muito má que tivesse que estar passando
por essa situação. Mas ela percebe que o destino está lhe dando a oportunidade
de mudar algumas coisas que não percebia antes daquele acidente.
Eu esperava mais da protagonista, espera
mais de Samantha Kingston, por ser um tema lindo e polêmico que nos faz
refletir muito, em alguns momentos percebi que a Sam só estava pensando na sua
própria vida, mesmo tentando mudar alguns fatos, não pelas pessoas, mas somente
pelo fato de que se mudasse, talvez tivesse chances de se salvar.

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