quarta-feira, 8 de julho de 2020

Resenha: Azul é a Cor Mais Quente




Azul é a Cor Mais Quente

Autor: Julie Maroh
Editora: Martins Fontes
Páginas: 160
Ano: 2013


A história é contada a partir dos diários de Clémentine, quando ela tinha 15 anos, insegura e incompreendida, com um namorado mais velho, apenas para mostrar para as amigas, mas ela percebe que não está feliz. Então seu caminho se cruza com o de Emma, a menina dos cabelos azuis. E aí a vida de Clémentine se transforma, descobre o amor num relacionamento entre duas garotas. Mas para estar ao lado de Emma, Clémentine precisa passar por um processo de aceitação, pois sente vergonha por ser homossexual. “Você tinha me perguntado se eu acreditava no amor eterno. O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos.” P. 157
Emma é uma universitária forte e decidida, que luta por seus direitos, enquanto Clémentine sofre por medo de se aceitar, mas o livro é muito mais que a vida delas, é como elas se conheceram, se apaixonaram e como esses momentos impactaram a vida delas.
Azul é a Cor Mais Quente é uma história bonita de amor, com começo, meio e fim. Julie Morah define o que é amor de forma simples, sem regras ou gêneros impostos por uma sociedade. É uma grafic novel com uma sensibilidade incrível, triste e visceral. Os traços são lindos e a cor predominante é azul. “Só o amor pode salvar o mundo. Por que eu teria vergonha de amar?” p. 69.

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