Azul é a Cor Mais Quente
Autor: Julie Maroh
Editora: Martins
Fontes
Páginas: 160
Ano: 2013
A história é contada a partir dos diários
de Clémentine, quando ela tinha 15 anos, insegura e incompreendida, com um
namorado mais velho, apenas para mostrar para as amigas, mas ela percebe que
não está feliz. Então seu caminho se cruza com o de Emma, a menina dos cabelos
azuis. E aí a vida de Clémentine se transforma, descobre o amor num
relacionamento entre duas garotas. Mas para estar ao lado de Emma, Clémentine
precisa passar por um processo de aceitação, pois sente vergonha por ser homossexual.
“Você tinha me perguntado se eu acreditava no amor eterno. O amor é abstrato
demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e
vivemos.” P. 157
Emma é uma universitária forte e
decidida, que luta por seus direitos, enquanto Clémentine sofre por medo de se
aceitar, mas o livro é muito mais que a vida delas, é como elas se conheceram,
se apaixonaram e como esses momentos impactaram a vida delas.
Azul é a Cor Mais Quente é uma história
bonita de amor, com começo, meio e fim. Julie Morah define o que é amor de
forma simples, sem regras ou gêneros impostos por uma sociedade. É uma grafic
novel com uma sensibilidade incrível, triste e visceral. Os traços são lindos e
a cor predominante é azul. “Só o amor pode salvar o mundo. Por que eu teria
vergonha de amar?” p. 69.
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